Ideathons HackatAgro × Sebrae RS · outubro de 2026

Quatro problemas reais do campo gaúcho. Escolha o seu.

Nos ideathons de Alegrete, Dom Pedrito e Itaqui, cada equipe escolhe um destes quatro desafios e passa o dia transformando o problema em solução, MVP e pitch. Dois foram propostos pela Regional Campanha e Fronteira Oeste do Sebrae RS; dois, pelo HackatAgro. São os mesmos nas três cidades.

Desafios
4, os mesmos nas 3 cidades
Cidades
Alegrete 07/10 · Dom Pedrito 16/10 · Itaqui 31/10
Vagas
50 por cidade · gratuito
Certificado
Sebrae RS
Escolha sua cidade → Não precisa saber programar · a IA pode ajudar, mas não é obrigatória
Os quatro desafios

A pergunta vem antes da tecnologia.

Quatro desafios, os mesmos nas três praças, para que os resultados de Alegrete, Dom Pedrito e Itaqui possam ser comparados entre si. Os desafios são para todos os produtores da Campanha e da Fronteira Oeste: pequenos, médios e grandes, com um olhar especial para quem ainda tem menos acesso à tecnologia.

Desafio 1Bioeconomia & energiaProposto por Sebrae RS, Regional Campanha e Fronteira Oeste

A energia que já está na porteira

Como podemos transformar a biomassa que a propriedade já gera (casca e palha de arroz, esterco, resto de lavoura) em energia mais barata ou renda nova para o produtor?

R$ 1.124/haé o que custa só a energia elétrica da irrigação do arroz, 7% do custo da lavoura.Emater/RS, safra 2021/22
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A situação

Na safra, a bomba de irrigação passa meses ligada e a conta de luz chega junto com a do adubo. Ao lado, a palha fica na lavoura, o esterco se acumula no mangueirão e, no engenho, a casca sai de caminhão como resíduo.

Por que o problema existe

  • As usinas de biomassa são feitas para grande escala; pouco volume não fecha a conta.
  • O produtor não sabe quanto resíduo gera nem quanto ele vale.
  • Ninguém junta o volume de vários vizinhos.

Quanto custa

  • Energia da irrigação: 7% do custo do arroz, R$ 1.124/ha. A água soma mais 9%, R$ 1.384/ha.
  • A casca é cerca de 20% do peso do arroz: perto de 1,5 milhão de toneladas por ano no RS.

Emater/RS, safra 2021/22 · estudo publicado na Redalyc (volume de casca estimado sobre a safra gaúcha).

Quem sofre

O orizicultor que paga a luz da bomba, o pecuarista com esterco sem destino, o engenho pequeno com casca parada no pátio.

Uma boa resposta…

  • baixa a conta de energia ou cria uma renda nova com o resíduo;
  • funciona também em pequena escala, numa propriedade ou num grupo de vizinhos;
  • mostra quem paga, quem opera e em quanto tempo se paga.
Desafio 2Clima & carbonoProposto por Sebrae RS, Regional Campanha e Fronteira Oeste

Invasores do Pampa

Como podemos ajudar o pecuarista a descobrir cedo, medir e controlar, junto com os vizinhos, o avanço do capim-annoni e do javali antes que tomem o campo, a lavoura e o rebanho?

6.255 ovinosperdidos para o javali por uma única estância de Sant'Ana do Livramento, de 2010 a 2026. Prejuízo: R$ 3,1 milhões.Jornal A Plateia / Grupo Sepé, 2026
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A situação

O capim-annoni chega pela beira da estrada, no pelo do gado e na roda da máquina. Quando o produtor percebe, ele já tomou a coxilha, e o gado não o come. À noite, o javali revira a lavoura e ataca os cordeiros. Cada vizinho briga sozinho do seu lado da cerca.

Por que o problema existe

  • A invasão só é notada quando já se espalhou.
  • O controle é caro e feito no olho, sem saber onde gastar primeiro.
  • O problema é de todos, mas cada um age sozinho.

Quanto custa

  • O capim-annoni ocupa cerca de 20% dos campos do RS, 3,1 milhões de hectares. Estimativas mais recentes falam em 1 a 2 milhões de hectares no Pampa.
  • Uma estância perdeu 6.255 ovinos para o javali em 16 anos (R$ 3,1 milhões).

Medeiros et al. 2004, na revista Pesquisa Agropecuária Gaúcha · A Plateia / Grupo Sepé, 2026.

Quem sofre

O pecuarista, o criador de ovelhas, o campeiro, o sindicato rural.

Uma boa resposta…

  • faz a invasão ser vista antes de se espalhar;
  • diz onde gastar primeiro o dinheiro do controle;
  • faz os vizinhos agirem juntos;
  • custa menos do que o prejuízo que evita.
Desafio 3Novas cadeiasProposto por HackatAgro

Vender na hora certa

Como podemos ajudar o produtor a escolher quando e como vender o arroz e o gado, para que a falta de dinheiro deixe de decidir por ele?

R$ 15 mil/haé o custo para produzir um hectare de arroz no RS. Vender na pior hora come a margem desse investimento.Emater/RS, safra 2021/22
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A situação

O arroz é colhido em março e abril, quando todo mundo colhe, o preço está baixo e as contas da safra vencem. Sem secador nem armazém, o produtor entrega o grão a quem adiantou o dinheiro, pelo preço do dia. Com o gado é igual: vende quando falta caixa.

Por que o problema existe

  • Faltam secador e armazém para segurar a produção.
  • O adiantamento de quem compra amarra a venda.
  • Não há planejamento de caixa nem visão de preço; o frete até o mercado é longo.

Quanto custa

  • Produzir um hectare de arroz custa cerca de R$ 15 mil.
  • Quem vende na colheita recebe o preço mais baixo do ano sobre esse investimento.

Emater/RS, safra 2021/22 · séries de preço: Cepea e Irga.

Quem sofre

O orizicultor, o pecuarista que vende por necessidade, o engenho e a cooperativa que compram.

Uma boa resposta…

  • dá ao produtor opções de quando e como vender;
  • alivia a pressão do caixa na colheita;
  • mostra, em reais por saca ou por cabeça, quanto ele deixa de perder.
Desafio 4IA no campo · ConectividadeProposto por HackatAgro

Quanto rende este hectare?

Como podemos dar ao produtor, com o celular e o sinal que ele tem, a resposta de quanto custa e quanto rende cada área e cada lote de animais, para decidir com números e não no olho?

31%do custo do arroz está em só três itens: adubo (15%), água (9%) e energia (7%). Cada decisão no olho mexe nesse dinheiro.Emater/RS, safra 2021/22
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A situação

O produtor sabe de cor quanto colheu, mas não quanto gastou naquele talhão. Irrigar, plantar arroz ou soja e tratar o rebanho são decisões de experiência. Os números estão num caderno, na memória, no computador da máquina e na nota da revenda. Quando o banco pede números, eles não existem.

Por que o problema existe

  • Registrar dá trabalho e não traz retorno visível.
  • Os dados estão espalhados em lugares que não conversam.
  • O sinal no campo é fraco, e o agrônomo e o veterinário estão longe.

Quanto custa

  • Arroz a cerca de R$ 15 mil/ha; adubo, água e energia somam 31% desse custo.
  • Sem histórico, não há crédito mais barato nem sucessão organizada.

Emater/RS, safra 2021/22.

Quem sofre

O produtor, o filho que está assumindo a propriedade, o técnico que atende muitos produtores, o gerente do crédito.

Uma boa resposta…

  • faz o produtor saber custo e resultado de uma área ou lote sem aumentar o trabalho dele;
  • funciona com sinal fraco;
  • muda pelo menos uma decisão real da safra.

Valem para os quatro: a resposta precisa funcionar na realidade da região (sinal de celular fraco no campo, custo compatível, pouca mão de obra); a IA pode ser usada, mas não é obrigatória.

Inscrição gratuita

Escolha a sua cidade.

Para estudantes de ensino técnico, graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) de cursos ligados ao agro e à tecnologia. Um dia, das 8h às 18h. O desafio você escolhe no dia, com a sua equipe.

Fontes
  • Emater/RS — custo de produção do arroz irrigado, safra 2021/22 (via Agrolink) — link
  • A casca de arroz como fonte de energia em empresas beneficiadoras do grão (Redalyc) — link
  • Invasão, prevenção, controle e utilização do capim-annoni-2 no RS (Pesquisa Agropecuária Gaúcha) — link
  • Ataques de javalis causam prejuízo de R$ 3,1 milhões a estância na Fronteira Oeste (Grupo Sepé / A Plateia) — link