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CapitalGlobal5 min de leitura
Startups de robótica receberam US$ 9,9 bilhões de venture capital no terceiro trimestre de 2026, mais que o dobro dos US$ 4,3 bilhões do mesmo trimestre de 2025; no acumulado do ano, a alta sobre 2025 é de 185%. O dinheiro está concentrado na China (US$ 13,2 bilhões no ano) e nos Estados Unidos (US$ 12,1 bilhões), com a Alemanha em terceiro (US$ 1,7 bilhão). Entre os cheques: Skild AI e Neura Robotics, US$ 1,4 bilhão cada, Xpeng Robotics com US$ 900 milhões, AI² Robotics com US$ 736 milhões e a Atoms, de Travis Kalanick, acima de US$ 1 bilhão. Dos cerca de 75 unicórnios de robótica dos últimos três anos, 45 chegaram só em 2026 (Crunchbase News, 27/10). Por que importa: é dinheiro de IA física — modelo que não só escreve, mas pega, dirige e colhe. O Brasil tem uma das maiores áreas mecanizadas do mundo e quase nada desse capital, o que define onde cabe uma startup brasileira: adaptar, integrar e operar essa máquina aqui, não tentar fabricá-la do zero. Siga o dinheiro: o sinal acima mostra onde a conta ainda não fecha.
fonte: Crunchbase News · 27/10
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MáquinaGlobal3 min de leitura
A chinesa Zoomlion apresentou na feira CIAME, na China, no fim de outubro, um trator articulado de 1.600 cv que anuncia como o mais potente do mundo — quase o dobro do John Deere 9RX 830, de 913 cv. A máquina tem powertrain híbrido com transmissão continuamente variável, sistema elétrico de 800 volts com dois motores elétricos, 7.200 Nm de torque, 40 km/h de velocidade máxima e vazão hidráulica de 636 l/min. A empresa não revelou qual motor térmico usa, nem peso, preço ou previsão de venda (Future Farming, 28/10). Por que importa: potência de trator é disputa velha e conhecida. Arquitetura elétrica de 800 volts dentro de um trator não é — é o mesmo pacote que já mudou caminhão e ônibus, e ele chega ao campo pela mão de um fabricante chinês, não das marcas que dominam a revenda no Brasil. De olho em: quem vai treinar o mecânico para 800 volts no interior do RS. A assistência técnica costuma chegar anos depois da máquina.
fonte: Future Farming · 28/10
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CapitalBrasil4 min de leitura
O UBS BB elevou o preço-alvo da Gerdau de R$ 31 para R$ 35 e manteve a ação como top pick do setor de aço, em relatório do analista Caio Greiner de 29 de outubro; a ação subiu 6,5% no dia. O argumento é construção de data center nos Estados Unidos: o gasto com essas obras cresceu 75% em doze meses até agosto e já responde por cerca de 5% de todo o investimento em construção não residencial americana. Enquanto esse investimento total caiu cerca de 1% no ano, o consumo de aços longos — vigas e vergalhões, onde a Gerdau é forte — subiu 6,5%. O banco passou a projetar Ebitda de R$ 15,2 bilhões em 2027 (Brazil Journal, 29/10). Por que importa: a conta da IA não se paga só em software. Vira aço, obra e energia — e parte dela está sendo faturada por uma empresa brasileira. Para quem empreende, o recado é que o ciclo de IA abre mercado nos elos pesados da cadeia, não só em aplicativo. Sim, mas: é também aviso de custo. O mesmo ciclo que puxa aço e energia lá fora vai disputar silo, galpão e rede elétrica aqui dentro.
fonte: Brazil Journal · 29/10
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ConexõesRS3 min de leitura
A 35ª Mercopar, em Caxias do Sul (RS), fechou em 23 de outubro com expectativa de R$ 1.644.156.672 em negócios — 55% acima de 2025 —, mais de 47 mil visitantes e 545 expositores, entre eles 50 startups. Só as rodadas de negócio movimentaram R$ 289,4 milhões, com 451 compradores e 2.963 vendedores na mesa. Sebrae RS e Sistema Fiergs renovaram por cinco anos a parceria que organiza a feira, hoje a maior de inovação industrial da América Latina, e a edição de 2027 já tem data: 19 a 22 de outubro (Sebrae RS, 28/10). Por que importa: é a métrica que costuma faltar no debate de inovação — não quantas startups existem, mas quanto elas fecharam. Rodada com comprador sentado na frente é o formato que converte, e é exatamente o desenho do Desafio que a HackatAgro roda desde 2019. Os números: 47 mil pessoas num pavilhão industrial no interior gaúcho mostram que o ecossistema do RS tem escala para o agro usar — se alguém fizer a ponte.
fonte: Sebrae RS · 28/10
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CapitalGlobal3 min de leitura
A Microsoft informou que a OpenAI lhe rendeu US$ 10 bilhões no trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026, o primeiro do ano fiscal de 2027 da empresa — quase 11% dos US$ 92,3 bilhões de receita do período. No ano fiscal fechado em junho, o valor havia sido US$ 24,1 bilhões; no ritmo atual, aponta para cerca de US$ 40 bilhões por ano. A fatia da Microsoft na OpenAI caiu de cerca de 25% em junho para 24% em setembro, depois de mais de US$ 13 bilhões investidos (Startups.com.br, 29/10). Por que importa: boa parte da receita de IA ainda circula entre as mesmas empresas — quem vende computação é também quem investiu em quem compra. Para a startup que monta produto agro em cima de modelo de terceiro, isso é risco de preço: o custo do token hoje se apoia nesse arranjo, e nada garante que ele siga. Sim, mas: concentração não é bolha por si só. É dependência — e dependência se gerencia com plano B de modelo e com dado próprio, que é o ativo que ninguém reprecifica.
fonte: Startups.com.br · 29/10
Curadoria HackatAgro·seleção e análise — não apuramos notícia; creditamos e linkamos a fonte
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